Estimular a criatividade na infância ajuda a formar o profissional desejado


Estudos comprovam que a criatividade não é um dom nato. Ou seja, não nasce com o ser humano, mas é uma capacidade que pode se desenvolver ao longo da vida. Aliás, à medida que ela é estimulada, tende a ter seu potencial aumentado consideravelmente.


O despertar dessa capacidade pode elevar o profissional a melhores oportunidades de trabalho. Isso porque o World Economic Forum (WEF), buscando compreender quais habilidades serão fundamentais para prosperar no mercado de trabalho do futuro,  questionou especialistas em recursos humanos e em gestão estratégica das maiores empresas do mundo, e como resultado desta pesquisa foi lançado o relatório The Future of Jobs: Employment, Skills and Workforce Strategy for the Fourth Industrial Revolution, onde nele foram reveladas as 10 habilidades que os profissionais deverão possuir até 2020 para não sucumbir no mercado de trabalho. São elas:


1.    Criatividade
2.    Flexibilidade cognitiva
3.    Negociação
4.    Orientação de serviço
5.    Julgamento e tomada de decisões
6.    Inteligência Emocional
7.    Coordenação com os outros
8.    Gestão de pessoas
9.    Pensamento crítico
10. Resolução de problemas complexos


Em resumo, o profissional do futuro deverá ter a elasticidade mental para resolver problemas que nunca viu antes. Problemas esses que podem ficar mais complexos a cada minuto.


Portanto, os solucionadores de problemas complexos serão os profissionais mais demandados no futuro e a criatividade está no topo da lista de atributos desejados pelos empregadores. Por isso, essa habilidade se coloca como um elemento fundamental neste processo.


Ser criativo é o que gera a capacidade de conectar informações que aparentemente não se entrelaçam. E, a partir dessa conexão, construir novas ideias para apresentar algo “novo”.


Mais importante que isso, é importante ressaltar que a criatividade é uma das poucas habilidades exclusivas da raça humana, ainda que com toda a ascensão da robótica avançada, as máquinas não conseguem reproduzir.


Criatividade e inovação

Se a criatividade é um processo individual, que vem da mentalidade de uma pessoa, a inovação é uma ação coletiva que deve ser trabalhada em grupo a fim de levar a uma mudança cognitiva do próprio conjunto.


Portanto, ambas, apesar de indispensáveis, não são iguais. Mas uma depender da outra. A inovação é a aplicação real da criatividade. E o mercado de trabalho tem exigido pessoas cada vez mais inovadoras.


Empresas inovadoras buscam profissionais que sejam capazes de criar, de lançar novas ideias e de trabalhar a gestão empresarial de forma disruptiva, utilizando a tecnologia de ponta e a automação como auxílio para o desenvolvimento de ações de negócio.


Pesquisas realizadas pela National Aeronautics and Space Administration (NASA) – apontam que,  a capacidade criativa do ser humano se inicia quando criança e mantém seu ápice por alguns anos, até que, se não é estimulada, vai sendo perdida, tal qual um membro do corpo que atrofia quando não utilizado.


Baseada nessa crença, a Faber-Castell desenvolveu um projeto de inovação nesse sentido, apontando caminhos para que a habilidade seja estimulada todos os períodos da vida humana.


A tese da Faber-Castell

Em um dos nossos episódios recentes do CorpUp Talks, tivemos a oportunidade de conversar com Pavlos Dias, o Head de Inovação da Faber-Castell, onde ele nos contou sobre como se deu o processo de inovação dentro da empresa e focou nesse aspecto da importância da criatividade enquanto habilidade profissional.


Clique aqui se deseja conhecer essa entrevista na íntegra


A Faber-Castell, como se sabe, é uma empresa que trabalha com material escolar e artístico para todas as idades, em especial voltado para o desenho, e está buscando desenvolver estratégias para manter a capacidade criativa dos seus consumidores, a partir de produtos que estimulem essa habilidade.


Para eles, a liberdade de criar passou a ser um propósito para tornar o mundo um lugar mais produtivo, e eles fizeram disso a sua tese:

“Nosso grande propósito é ajudar crianças e adultos a despertar seu potencial criativo. Está aí nossa primeira grande tese. E a gente descobre através de pesquisas realizadas pelos mais diversos criadores, que criatividade é algo que não é um dom, a gente descobre que criatividade é um processo, é uma coisa que qualquer pessoa pode ter desde que ela treine isso, que ela desenvolva técnicas para poder ser mais criativo”, é o que explica Pavlos.


A criatividade vai além de criar coisas novas, passar pelo olhar diferenciado de quem consegue enxergar aquilo que ninguém viu, sair do que todo mundo consegue ver. E é essa perspectiva que empresas inovadoras têm buscado para apresentar soluções à dor do seu cliente. Por isso, ela tem se tornado cada vez mais importante.


Sem falar que aliada à educação, a criatividade pode contribuir para desenvolver adultos mais críticos e corajosos. O ser humano, na sua fase infantil, não tem medo arriscar e, a partir dessa coragem, têm mais possibilidade de criar ideias originais. Por isso, a importância de manter essa habilidade em alta durante todo o ciclo da vida.

“Na idade adulta, que é a idade para se estar no mercado de trabalho, só 2%  dos profissionais são consideradas de alto potencial criativo e isso é uma das pesquisas mais importantes de criatividade e do outro lado da moeda temos um fórmico mundial mostrando uma pesquisa em vários eventos que das 10 habilidades do futuro mais importantes para o profissional do futuro a criatividade tende a estar entre as 10 e ser a terceira mais importante, junto ao pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas, que no fim,  são aplicações práticas do pensamento criativo, então colocando essas duas pesquisas uma do lado da outra, de um lado temos uma falando que ao longo da vida a gente mata a criatividade das pessoas e do outro lado um mercado de trabalho do futuro exigindo a criatividade entre as habilidades mais importantes, algo precisa ser feito.”, constatou Pavlos.


Por isso, as duas áreas, aprendizagem e criatividade precisam andar juntas, de mãos dadas. O sistema educacional precisa olhar para o contexto do futuro e adotar novos caminhos para manter a habilidade criativa em alta até a fase adulta. Desse modo, as escolas precisam pensar em artes como um campo de conhecimento de igual importância dos demais, e é para isso que a inovação da Faber-Castell está trabalhando, segundo Pavlos:

“Hoje nós temos uma série de projetos que vão nessa gama, e a nossa tese tá muito ligada a educação e a criatividade. Onde a gente consegue atingir as duas coisas, é o melhor cenário para gente. Tem algumas coisas que miram só em uma, mas hoje a gente consegue pegar as duas coisas juntas, portanto é onde nossa tese é mais forte, onde a gente está sempre tentando encontrar coisas”.


Para Pavlos, esse é um exercício diário de aprendizagem que é feito com observação e carta branca para experimentar:

“Acho que ainda tem um pouco para gente refinar no sentido de que a tese é muito ampla, mas é isso, tem que colocar a cara na rua, tem que começar a olhar para o mundo real. E é isso que a gente está tentando fazer de maneira bastante clara, conversar com o ecossistema, bater papo com startups, com venture capture, com outras empresas que estão investindo em startups, com os clientes, escolas, pais… começar a olhar para o mercado e olhar se a tese faz sentido ou não”, concluiu.


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